O que é Equoterapia?

 A Equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo como instrumento de reabilitação, nas áreas de saúde, educação e equitação para melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência e/ou necessidades especiais.

A Equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico, pois possui características anatômicas e biomecânicas ideais e proporcionais á do ser humano. Dessa forma, ele é capaz de inspirar nas pessoas das mais diversas idades e culturas, uma conexão poderosa, trabalhando sentimentos e emoções fazendo deste um instrumento único.

A atividade em si, alocada em sessões de 30 minutos, exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo, aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio além da melhora postural. Naturalmente esse processo interfere diretamente na melhora da qualidade de vida, em função da organização sensorial do indivíduo que recebe o estímulo mediado pelo conhecimento de um profissional especiaizado. Além disso a melhora nos aspectos psicológicos, emocionais e sociais são percebidos pelo decorrer do processo.​

No Brasil, o tratamento é normatizado pela Associação Nacional de Equoterapia Ande-Brasil, entidade assistencial sem fins lucrativos. O método é reconhecido pelo conselho federal de medicina (CFM) e pelo conselho de fisioterapia e terapia ocupacional (COFITO), estes reconhecimentos são nacionais, conforme informação do Ministério da Saúde. 

 

Para quem é recomendado?

A equoterapia pode ser praticada por qualquer pessoa, de qualquer idade. Ou seja, crianças, jovens, adultos e idosos podem ser praticantes da equoterapia. Ela é um dos principais tratamentos de reabilitação para pessoas com limitações físicas ou mentais. Isso porque consegue alcançar excelentes resultados com problemas relacionados aos movimentos dos quadris e coluna vertebral, assim como no desenvolvimento da fala, socialização e até mesmo autoconfiança.

Subir em um animal, segurar e guiar as rédeas e manter o equilíbrio são atividades capazes de surtir efeitos muito positivos para o cotidiano de qualquer pessoa. E quando se trata de alguma deficiência ou necessidade, seja física ou mental, esses benefícios são ainda mais perceptíveis.

A prática é recomendada para:


SÍNDROME DE DOWN  |  PARALISIA CEREBRAL  |  ESCLEROSE MÚLTIPLA  |  SEQUELAS DE ACIDENTES E CIRURGIAS  |  DOENÇAS GENÉTICAS  |  ORTOPÉDICAS E MUSCULARES  |  ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)  |  TRAUMA CRÂNEO-ENCEFÁLICO  |  ATRASO MATURATIVO  |  ATRASO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO  |  LESÕES MEDULARES  |  TRAUMATISMO CRÂNIO ENCEFÁLICO  |  LESÕES ORTOPÉDICAS  |  SEQUELAS DE ANEURISMAS (SOB AVALIAÇÃO)  |  SEQUELAS DE TUMORES CEREBRAIS  |  PARKINSON  |  POLIOMIELITES  |  DEFICIÊNCIAS SENSORIAIS  |  PROBLEMAS DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL  |  SÍNDROME DE RETH  |  AUTISMO  |  DEFICIÊNCIA INTELECTUAL  |  DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM  |  DÉFICIT DE ATENÇÃO  |  HIPERATIVIDADE  |  DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM E LINGUAGEM  |  DOENÇAS NEUROMUSCULARES  |  DOENÇAS CARDIOVASCULARES  |  DOENÇAS RESPIRATÓRIAS  |  FALTA DE COORDENAÇÃO MOTORA  |  DEFICIÊNCIA VISUAL  |  DEFICIÊNCIA AUDITIVA  |  DEPRESSÃO  |  ALÍVIO DO ESTRESSE  |  DISTÚRBIOS EMOCIONAIS.

*A partir dos 02 anos de idade é permitido iniciar as atividades de Equoterapia, exceto no caso de síndrome de down que é de 03 anos.

 

Como funciona?

A andadura ou passo do cavalo realiza um balanço tridimensional, ou seja, frente e trás, um lado e outro e para cima e para baixo, movimento que se assemelha ao caminhar humano. Esses estímulos são transmitidos repetidamente para o sistema nervoso central, de forma que obriga o praticante a se equilibrar, executando cerca de 1,8 a 2,2 mil deslocamentos em 30 minutos, que ativam diretamente o sistema nervoso profundo, responsável pelas noções de equilíbrio, distância e lateralidade, conscientização corporal, coordenação motora, fortalecimento muscular e, consequentemente, o equilíbrio físico e emocional.

 

Quais são os benefícios?

Benefícios físicos:

MELHORIAS NAS HABILIDADES MOTORAS  |  MAIOR TONICIDADE E FORÇA MUSCULAR  |  MELHORA NA POSTURA  |  MAIOR EQUILÍBRIO  |  NOÇÃO DE ESPAÇO  |  DESENVOLVIMENTO DA PSICOMOTRICIDADE  |  COORDENAÇÃO MOTORA  |  ESTÍMULO DE METABOLISMO  |  MELHORA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR  |  RESPIRAÇÃO - INFLUENCIANDO A FALA E A PRONÚNCIA DAS PALAVRAS  |  TATO  |  REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO MOTORA E MENTAL  |  MELHORA DAS FUNÇÕES MOTORAS  |  REGULARIZAÇÃO DO SISTEMA CARDIORRESPIRATÓRIO  |  PROMOÇÃO DA DISSOCIAÇÃO CORPORAL  |  MELHORA NA CONSCIÊNCIA CORPORAL.


Benefícios mentais:

SUPERARAÇÃO DE MEDOS  |  AUTOESTIMA  |  AUTOCONFIANÇA  |  MAIOR INDEPENDÊNCIA  |  ORIENTAÇÃO ESPACIAL  |  MEMÓRIA  |  RACIOCÍNIO  |  PERCEPÇÃO VISUAL  |  PERCEPÇÃO AUDITIVA  |  MELHORIAS NA VOZ E NA PRONÚNCIA DAS PALAVRAS  |  CONTROLE DA ANSIEDADE  |  DESEMPENHO EM SALA DE AULA  |  DESENVOLVIMENTO GLOBAL  |  MELHORA NAS FUNÇÕES AFETIVAS  |  MELHORA NA ATENÇÃO  |  MELHORA NA CONCENTRAÇÃO  |  AUXILIO NO APRENDIZADO  |  DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇÕES COGNITIVAS.

O contato com a natureza estimula a concentração, a socialização, contribui para a diminuição da agressividade e promove uma sensação de bem-estar. O praticante consegue compreender melhor os padrões de comportamento, aceitar regras e limitações. Nesse ambiente, o envolvimento com a atividade se torna maior, facilitando os exercícios e potencializando os resultados.

 

Existe alguma contraindicação?

A maioria das pessoas pode realizar equoterapia, mas assim como em qualquer outro tratamento, cada caso deve ser analisado cuidadosamente. Existem alguns pacientes que devem ter mais cuidado com a técnica. Os principais são aqueles que têm:

ESCOLIOSE ESTRUTURAL ACIMA DE 30 GRAUS  |  CARDIOPATIA AGUDA  |  HÉRNIA DE DISCO  |  ALERGIA AO PELO DO CAVALO  |  SUBLUXAÇÃO E LUXAÇÃO DE OMBRO OU DOS QUADRIS  |  DOENÇAS EM FASE AGUDA  |  DEFICIÊNCIAS GRAVES.


Por isso, é de extrema importância que a terapia seja realizada apenas com pacientes que foram submetidos e aprovados em uma avaliação médica.